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Edição antecipada 21-22 de junho de 2018.

Seis anos e meio de prisão por tentativa de feminicídio



O Tribunal do Júri da Comarca de Pelotas, em regime de exceção, condenou ontem (02), o réu Elizeu René do Espírito Santo Ehlert, a 6 anos de reclusão por tentativa de homicídio e 6 meses de detenção por lesão corporal leve, em regime semiaberto. Logo após, o juiz Marcelo Malizia Cabral determinou o imediato início do cumprimento da pena.

O caso julgado foi dividido em duas partes, por tratar-se de tentativa de homicídio simples e lesão corporal leve.

A primeira situação ocorreu em uma residência no bairro Dunas, em Pelotas, no dia 23 de abril de 2011, por volta das 18h30min, quando o acusado Elizeu Rene do Espírito Santo Ehlert, por motivos não esclarecidos, agrediu Flávia Elisiane Campos Porto, causando-lhe lesões físicas nos braços, costas e cabeça.

Na data do fato, o réu havia ido à casa da vítima para procurar Tamires Monks Dias, sua ex-companheira, quando passou a agredir Flávia com o uso de um pedaço de pau. Após, passou a desferir golpes contra Tamires também; ela  conseguiu escapar momentaneamente.

O acusado armou-se então com uma faca, passando a perseguir a vítima e, posteriormente atingi-la, com socos e facadas, que lhe causaram graves lesões, com hospitalização.

Conforme depoimentos colhidos durante o julgamento, o que motivou o réu para que agredisse sua ex-companheira Tamires, foi uma discussão entre ela e sua atual companheira, que havia lhe gerado o sentimento de vingança.

Na sentença, o juiz Cabral ressaltou que a decisão foi baseada em diversos critérios, entre eles o motivo para que o acusado cometesse o crime, tendo sido o seu desrespeito pelo gênero feminino, pois não concordou com o fato de a ex-companheira, Tamires, buscar o filho Cauã que estava em seu poder.

Outra questão analisada para a decisão e que foi importante para a decisão do magistrado, está na conduta social do acusado, que já tinha sete registros de ocorrências por violência doméstica.

Atuaram durante o júri o promotor Guilherme Kratz, na acusação do réu; e o advogado Varlem dos Santos Obelar, na defesa do acusado.

(Proc. nº 022/2.11.0006912-2)


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