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Edição antecipada 21-22 de junho de 2018.
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A insólita reação durante cruzeiro marítimo



Arte de Camila Adamoli - imagem meramente ilustrativa

Imagem da Matéria

Malas ao mar!

Próprio para figurar num rol de “casos judiciais impossíveis” - mas que acontecem - um acórdão da 26ª Câmara Cível do TJ do Rio revela detalhes de uma viagem de lazer, um rápido namoro, uma desavença e... um final insólito. Para uma viagem de sete dias, num dos navios da MSC Cruzeiros, dentre centenas de outros passageiros, embarcaram no porto do Rio de Janeiro, um homem e uma mulher. Eles não se conheciam.

Destinos: Recife, Maceió e Salvador, com desembarque no retorno ao Rio, sete dias depois. Cada um deles ocupou sua cabine.

No sentido norte, eles flertaram, se conheceram e “ficaram”.  No sentido inverso do percurso, se desavieram. Ela, então, desembarcou sozinha em Salvador para o passeio local.

Na volta ao navio, ela constatou sua cabine violada e a ausência da mala e demais pertences. Tudo (roupas, calçados, maquiagem) tinha sido jogado ao mar por ele, durante o período de atracação do navio, conforme o depoimento da própria chefe das recepcionistas.

Esta, a pedido dele - acreditando que fossem namorados -  fizera um novo cartão magnético para a abertura do camarote da passageira, sem imaginar a arquitetação de vingança. Para o restante do trajeto, a passageira teve que usar roupas cedidas pela tripulação.

O julgado reconhece que “a situação vivenciada pela autora não foi do mero ou trivial aborrecimento, mormente quando tinha legítima expectativa de segurança a bordo, prestada pela MSC Cruzeiros, que de nenhuma maneira funcionou ou se mostrou atenta para tentar evitar a prática do ilícito pelo outro passageiro”.

A empresa e o atrevido foram condenados solidariamente a pagar indenização de R$ 12.000 pelos danos materiais e morais. (Proc. nº 0003164-75.2011.8.19.0068).

As malas e a tartaruga

Acompanhem datas da história aí de cima:

• Embarque: 12.12.2010.
• Desembarque: 19.12.2010.
• Ajuizamento da ação: 03.05.2011.
• Sentença: 20.05.2017.
• Envio ao TJ-RJ: 26.07.2017.
• Publicação do acórdão: 31.08.2017.

O acabado caso de amor durou sete dias. A ação judicial consumiu até agora 2.308 dias. Incríveis 330 vezes mais de tempo. Marcante presença da tartaruga judicial!

Façam as contas!

Se os R$ 51 milhões encontrados na “caverna baiana de Ali Baba” tivessem sido, antes, depositados numa simples conta de poupança, teriam rendido mensalmente cerca de R$ 400 mil.

Conclusão: o dono de dinheirama está tão rico que nem se importou em deixar de embolsar mais R$ 4,8 milhões por ano.

Delírios contábeis

Lula, Dilma e o PT ganharam R$ 300 milhões da Odebrecht, apenas na conta “Amigo”, que, nesse caso, correspondia a Antonio Palocci. E o “bunker” de Geddel guardava R$ 51 milhões, doados por alguém.

Com o salário mínimo de R$ 937, um brasileiro desamparado - para ganhar honestamente R$ 351 milhões – precisaria trabalhar 31.250 anos.

E se considerarmos R$ 4 mil mensais como um bom salário para um brasileiro honesto, se concluirá que – para ganhar a dinheirama acima que trafegou pelas mãos de políticos – seriam necessários 8.775 anos.


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