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Terça-Feira, 19 setembro de 2017
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Preparem-se! O Brasil poderá ter até 103 partidos políticos



Mais e mais partidos

Ganha fôlego em Brasília a proliferação de legendas. Entrementes, a fixação de uma cláusula de barreira para restringir o acesso de partidos a recursos públicos e a tempo político na tevê é asfixiada na Câmara, O Brasil já tem 35 partidos e, ainda em setembro, pode ser ungido o 36º, chamado de Muda Brasil. A agremiação é costurada, nos bastidores, pelo deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão e principal dirigente do PR.

Há ainda 67 outras legendas em formação, na fase de coleta de assinaturas, o que pode elevar o número para 103, se todos obtiverem o apoio de 486 mil eleitores, como estabelece a legislação.

Na lista há partidos com viés ideológicos, como o Raiz, da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP). E outros que se propõem a representar setores específicos: Partido Militar Brasileiro, Partido das Favelas, Partido do Esporte, Partido Indígena e o pitoresco Partido Nacional Corinthiano.

Sobre esses possíveis 67 novos partidos, o atual deputado federal Ronaldo Fonseca (PROS-DF) tem uma tirada pífia: “Cria-se partido novo porque os que existem não prestam. Numa democracia, a quantidade não é o problema, O que falta é qualidade. O nosso será republicano, cristão e conservador”.

No seu currículo, Ronaldo tem um item pouco abonador: foi o deputado que se notabilizou por dar parecer favorável a Eduardo Cunha na CCJ, quando desencadeado o processo de cassação do então presidente da Câmara.

O projeto presidencial de Eduardo Cunha

Nesta semana, o doleiro Lúcio Funaro – preso desde 1º de julho de 2016 - será interrogado por um juiz auxiliar do STF. É etapa apenas protocolar para que ele confirme se fez a delação por livre vontade, ou se sofreu coação.

A “rádio-corredor” da OAB do Paraná, por onde circulam muitos segredos da Lava Jato, já informou ontem (4) que Funaro fez pagamentos a pelo menos 18 políticos da base governista na Câmara.

Na conjunção, Eduardo Cunha indicava onde Funaro buscaria o dinheiro e para quem os subornos deviam ser repassados. A grana foi tanta que o próprio Funaro faturou – fora os ´pfs´... - R$ 40 milhões, que se compromete agora a repatriar para a União.

A compra de parlamentares fazia parte do projeto político de Cunha. Depois de passar pela liderança do PMDB, ele chegou à presidência da Câmara e, a partir daí, sonhou com a Presidência da República. O projeto desmoronou depois da descoberta da conta de off shore em nome dele na Suíça e do festival de gastos de madame Claudia.

A propósito, diz-se em Brasília que uma historinha redigida pelo futuro escritor Rodrigo Janot, em seu primeiro livro, vai centrar-se justamente em Eduardo Cunha.

Vai contar que o outrora temível deputado era (e ainda se acha...) “capaz de dar nós não só em gotas d´agua, como também em pingos de éter, antes da evaporação”.

 Perda de objeto

O recurso de Michel Temer contra a decisão do ministro Edson Fachin, do STF, que rejeitou o pedido de suspeição de Rodrigo Janot – este, em final de mandato como procurador-geral da República, restando-lhe 13 dias – pode ser comparado àquela flechada que nunca vai chegar ao alvo.

É que o pedido será levado ao plenário do Supremo, seguindo os prazos processuais específicos.

Assim, quando a matéria for para julgamento dos ministros, Janot já terá deixado o cargo (18 de setembro).

Será decidido, então, que “a questão perdeu o objeto” – uma expressão muito conhecida entre os operadores jurídicos.

Elas em expansão     

Engenharia Civil, Direito e Medicina são as três carreiras mais bem remuneradas e têm – segundo o Ministério do Trabalho – cada vez mais mulheres. Um levantamento da consultoria IDados mostra, simultaneamente, que nos últimos dez anos elas se tornaram maioria no curso de Direito. Eram 49% dos alunos em 2005; hoje elas são 55%.

Nas aulas, no mesmo período, as futuras engenheiras passaram de 21% para 30%. E na Medicina a ampliação passou de 50% para 57%.


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