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Terça-Feira, 19 setembro de 2017

Repúdio a atitudes que objetivem constranger magistrados



Porto Alegre, 16 de agosto de 2017.

Ao Espaço Vital

Ref.: Desagravo a advogada gaúcha ofendida em suas prerrogativas

 A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) vem a público manifestar solidariedade ao juiz de Direito da Comarca de Uruguaiana André Luís Ferreira Coelho e repudiar toda e qualquer atitude que tenha como objetivo constranger magistrados no exercício da jurisdição.

Durante audiência realizada na Vara de Família e Sucessões houve excesso da advogada Daniela Magrini de Azambuja, que foi coibido na forma do artigo 78 do Código de Processo Civil, com a cassação da palavra, tendo sido retomada a normalidade com a oportunidade de livre manifestação.

O fato não prejudicou as partes, sendo a decisão do juiz posteriormente confirmada pelo Tribunal de Justiça.

Causa preocupação, no entanto - já que tal fato adquiriu maiores proporções - que uma intercorrência como essa se torne um caso institucional, criando uma excessiva animosidade entre a magistratura e a advocacia.

Compreendemos que os atos de desagravo são legítimos, porém lamentamos que tal instrumento seja utilizado de forma indiscriminada.

Desta forma, reafirmamos a posição historicamente defendida pela Ajuris em prol do diálogo para a resolução de conflitos, assim como a crença que pequenas intercorrências não podem ser transformadas em grandes casos institucionais.

Atenciosamente,

Gilberto Schäfer, presidente da AJURIS
presidencia@ajuris.org.br

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Desagravo a advogada gaúcha ofendida em suas prerrogativas

Magistrado da Justiça estadual cassou a palavra da profissional da advocacia, “sob o argumento de manter a ordem dos trabalhos, passando posteriormente a homologar um acordo sem permitir-lhe a intervenção”.


Comentários

Iolanda Ramos Noble - Advogada 21.08.17 | 17:13:46
Atualmente com audiências gravadas, as excelências se acalmaram, pois eram comuns os casos de desrespeito e humilhação de advogados em audiência. Entendo como importante que os desagravos sejam feitos em frente ao foro, que é justamente pra causar vergonha a esses servidores públicos que pensam serem mais do que efetivamente são. Ademais, o fato de não causar prejuizo às partes não significa que o advogado não tenha sido ofendido e que a animosidade entre judiciário e advogados está instalada.
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