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Edição de sexta-feira , 21 de setembro de 2018.

O proficiente voto do assessor



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

O enredo é contado pelo jornalista Irineu Tamanini, que atua no eixo Brasília-Rio de Janeiro há quase quatro décadas, e já foi assessor de imprensa do Conselho Federal da OAB. O cenário da história é uma câmara de um tribunal estadual.

O presidente do colegiado anuncia o julgamento e passa a palavra ao desembargador-relator. Este, para surpresa geral, informa que, em regime de discussão, vai dar conhecimento aos demais integrantes do colegiado de dois votos integralmente antagônicos; um de sua lavra, o outro de seu assessor.

Detalhando: um voto confirmando a sentença; o outro voto dando provimento à apelação.

É que, nos bastidores, antes da sessão, o magistrado teria divergido do seu auxiliar e este, igualmente, não se convencera do voto da autoridade jurisdicional.

Lidos os dois longos votos antagônicos, após a manifestação do revisor e do vogal, saiu vitorioso, por unanimidade, o voto do … assessor. Foi então que o presidente proclamou: “Por unanimidade dos votos dos desembargadores da colenda câmara, deu-se provimento à apelação”.

Foi o triunfo da “assessorcracia”.


Comentários

Afonso Saraiva Moraes - Advogado 26.05.17 | 09:44:49
Quando a OAB vai tomar providências contra alguns membros do STF que não se dão por impedidos em seus julgamentos?
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