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Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017

Quatro novas súmulas do TRT de Santa Catarina



Uma nova súmula do TRT da 12ª Região (SC) consolidou o posicionamento do colegiado em relação à possibilidade de análise de pedidos considerados acessórios a outros já julgados em ações distintas de um mesmo trabalhador. O debate foi motivado pelo caso de um empregado da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc). Ele, após conquistar na Justiça o direito a receber adicional de insalubridade, apresentou novas ações questionando a base de cálculo do benefício e sua repercussão sobre outras verbas salariais.

Por maioria, o colegiado entendeu que esse tipo de demanda deve ser analisada e não pode ser considerada “coisa julgada”, pois, embora guarde a mesma “causa de pedir”, representa um pedido diferente.

Apesar de a súmula tratar especificamente do caso da Cidasc, ela abre precedente para que a interpretação seja aplicada em outras situações.

Duas outras súmulas recém têm aplicação geral: a nº 103 esclarece que, na apuração das horas de deslocamento ("horas in itinere"), o termo “local de difícil acesso” ao qual se refere a Súmula 90 do TST é a sede da empresa, e não o local onde reside o empregado.

E o verbete nº 106 reafirma a impossibilidade de penhora sobre valores inferiores a 40 salários mínimos (R$ 37.480,00) em cadernetas de poupança, respeitando a norma do artigo 833, inciso X, do CPC.

Os novos verbetes do TRT-12

SÚMULA Nº 103

HORAS IN ITINERE. LOCAL DE DIFÍCIL ACESSO. SEDE DA EMPRESA.

O local de difícil acesso, para que as horas in itinere sejam computadas na jornada de trabalho, é o da sede da empresa, e não onde reside o empregado.

SÚMULA N.º 104

CIDASC. PEDIDOS ACESSÓRIOS. AÇÕES ANTERIORMENTE AJUIZADAS. COISA JULGADA. NÃO TIPIFICAÇÃO.

Não se configura coisa julgada quando deduzidos pedidos acessórios a pleitos de demandas ajuizadas anteriormente, visto que, embora possam conter a mesma causa de pedir mediata, a causa de pedir imediata e o pedido são distintos.

SÚMULA Nº 105

EBCT. AÇÃO DECLARATÓRIA. CONTRATOS EM VIGOR. GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO RECEBIDA HÁ MAIS DE DEZ ANOS. EMPREGADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO.

Ausente a lesão ou ameaça ao direito, afigura-se inexistente o interesse de agir em pretensão de provimento declaratório para incorporação da gratificação recebida por mais de dez anos, sem que tenha havido a perda da função e o retorno do empregado ao posto de origem.

SÚMULA Nº 106

PENHORA DE CONTA POUPANÇA, ATÉ O LIMITE LEGAL, PARA O PAGAMENTO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 833, inciso X, do CPC, é absolutamente impenhorável, até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, a quantia depositada em caderneta de poupança.

Leia todas as súmulas do TRT-SC


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