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Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017

Pena de 13 anos de prisão a brasileiro, por estupro na Irlanda



Jornal Irish Examiner

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Rafael Tiso: pena de 13 anos, por um crime “violento e insensível”

O brasileiro Rafael Tiso, natural de Três Pontas (MG) foi condenado a 13 anos de prisão na quarta-feira (02) por agredir e estuprar uma mulher em Dublin, na Irlanda. Administrador de empresas de 31 anos, que estava na Irlanda por meio de um intercâmbio cultural-estudantil, foi flagrado por câmeras de segurança quando deixava uma boate acompanhado de uma jovem de 23 anos, em janeiro. As informações são do jornal Irish Examiner.

As imagens mostram Rafael dirigindo-se a uma rua lateral com a mulher, visivelmente bêbada, e retornando 40 minutos depois. Segundo a imprensa local, um passante encontrou a jovem no chão, entre um caminhão e um carro, com as pernas abertas e as roupas manchadas de sangue. A vítima, que havia consumido ecstasy na boate, não se lembra dos eventos da noite e teve ferimentos graves em suas partes íntimas, além de arranhões e contusões.

Rafael está na Irlanda desde o ano passado, participando de um intercâmbio. Ao ser preso, o brasileiro afirmou ter feito “sexo consensual” com a jovem. Mais tarde, à corte, declarou-se culpado.

A juíza Isobel Kennedy afirmou, na sentença, que se tratou de um crime violento e insensível contra uma mulher vulnerável e inebriada, que terá toda sua vida afetada pela agressão.

O mineiro Rafael não tinha antecedentes criminais, e sua advogada de defesa, Caroline Biggs, alegou que ele usava medicações contra ansiedade e estava sob estresse por ficar longe de sua família e trabalhar longas horas – levando passageiros em uma espécie de riquixá movido a pedaladas.

Cartas de ex-namoradas do brasileiro também foram usadas para provar que Rafael tinha um comportamento “normal” com as mulheres. A advogada afirmou que o caso foi “fora do comum” para Rafael, sugerindo que ele não estava acostumado a consumir grande volume de álcool e que havia comido pouco naquele dia.

A juíza, porém, considerou sua sentença compatível com o estado “brutal” em que a vítima foi encontrada.


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