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| Marcus Vinicius, do Piauí, hoje é o favorito |
A aproximadamente sete meses das eleições (diretas) para as Seccionais da OAB em todo o Brasil e a oito meses e alguns dias das eleições (indiretas) para a direção nacional da entidade, começa a decolar o nome do atual secretário-geral Marcus Vinicius Furtado Coelho (do Piauí) como um possível nome de consenso para ser o próximo dirigente máximo.
Tramita na Comissão de Justiça da Câmara um projeto do deputado Hugo Leal (PSC-RJ) que reabre o debate das eleições diretas para a direção nacional da OAB. Mas o projeto não vai deslanchar este ano - é uma possibilidade apenas para as eleições seguintes, na primeira semana de janeiro de 2016.
Passados 29 anos do início da campanha das "Diretas Já", a diretoria do Conselho Federal continua a ser escolhida por meio de um sistema no qual 81 conselheiros federais, representando as 27 seções estaduais da Ordem, escolhem a direção da entidade.
Assim, exemplificando, as seccionais de Roraima e do Amapá, onde há 1.770 advogados - 0,26% de um universo de 696 mil de profissionais da Advocacia - têm o mesmo peso que as do Rio Grande do Sul (70 mil inscritos, dos quais 22 mil totalmente atuantes); São Paulo e do Rio, onde há 348 mil eleitores, com 50% da categoria.
Pelo ritual de hoje, os advogados de cada Estado elegem diretamente três conselheiros federais e estes escolhem a diretoria da instituição. A nova diretoria precisa de 42 votos e pode consegui-los nas bancadas de Estados que, juntos, não somam 20% de advogados regularmente inscritos.