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Edição de terça-feira , 18 de setembro de 2018.

Potins desta sexta-feira



•  “Non gratas”

Entidades que se opuseram à reforma trabalhista foram excluídas pelo governo federal da lista de convidados para a reunião anual da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, em julho. É o caso da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho e da Associação Nacional de Magistrados do Trabalho (Anamatra), que orientou os juízes a que ignorassem a reforma.

Em fevereiro a OIT questionou o Brasil sobre críticas, dessas entidades e do Ministério do Trabalho, à reforma.

O governo brasileiro ficou incomodado com a pecha de “perpetrador de infrações trabalhistas”.

•  Um dia depois da despedida

Sobre o próximo 2 de janeiro, “dia seguinte” ao seu apeamento do poder, Michel Temer falou esta semana à Rádio CBN. Disse que “não temo ser preso” e que “lamento estarmos falando sobre isso, pois prezo muito a instituição Ministério Público que, aliás, teve em mim um dos principais suportes”.

Defenestrado, pelas pesquisas, de concorrer à reeleição, Michel aposta as fichas pessoais, agora, em Henrique Meirelles. A eventual unção deste significaria a continuidade de Temer no poder, logo nomeado ministro da Justiça.

• Nem aí

Empresas envolvidas em desastres ambientais – como aquele de Mariana (MG), em novembro de 2015 - quitaram só 3,4% das multas ambientais, que totalizam R$ 785 milhões. Uma conjunção favorece as inadimplentes: fiscalização deficiente, brechas na legislação e morosidade da Justiça.

Na mesma linha, pescadores afetados pelo vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, há 18 anos, esperam até hoje indenizações de R$ 80 milhões, já com trânsito em julgado. A devedora é a Petrobras.

Esta e a Samarco, Hydro Alunorte e Anglo American - envolvidas na tragédia de Minas - usam a mesma técnica protelatória: contestam aspectos técnicos e jurídicos. É conveniente e fácil empurrar com a barriga.

•  Saudade

Uma frase que fica, de Fábio André Koff, falecido ontem: “Dedico estas minhas memórias à absoluta maioria dos gremistas que servem ao clube, em vez de se servirem dele”.

Perda irreparável, Koff vai deixar saudade. Fica, aos alfinetados da mínima minoria, o dever de meditar!

•  Barrados a bordo

Em função de broncas muitos tons acima do civilizado, muitos importantes (?) brasileiros não mais conseguem viajar em aviões de carreira. São políticos, juízes, empresários.

Os mais notórios são Dirceu, Eunício, Renan, Gleisi, Lindbergh, Joesley e Gilmar Mendes.

Por sorte deles, alguns têm jatinhos próprios; outros têm amigos que emprestam. E há os que recorrem ao Estado-mãe para viajar nas asas da FAB.

•  Fones protetores

O ministro Luiz Fux, do STF, não se enquadra na categoria, acima, dos barrados – se bem que ainda deva à cidadania uma explicação convincente sobre as benesses jurídicas do “auxílio-moradia”, que tem sua assinatura.

Pois, Fux viaja tranquilamente nos aviões de carreira normalmente, mas usa uma proteção especial: um largo par de headphones que coloca logo após sentar-se.

Não é para livrar-se de esculachos, mas porque, assim, Fux está livre de conversas sobre a última votação do Supremo, ou sobre as pautas da próxima semana.

Os chatos ficam distantes.

A propósito de “auxílio-moradia”, recomenda-se a leitura, nesta mesma edição do Espaço Vital de “Jeitinho brasileiro para agradar magistrados e promotores”. (Clique aqui).

•  Football e Futebol

Donald Trump tem sempre perto de si um agente de segurança que carrega uma maleta preta, informalmente chamada de... ´Football´. Nela estão os equipamentos de comunicação que podem ordenar um ataque nuclear.

Entrementes, Michel Temer, quando sai às ruas, é acompanhado por um segurança que carrega o que parece ser uma grande e magra pasta preta. Trata-se de um painel dobrável que, aberto, protege o presidente contra ataques de tomates, ovos e outros quetais.

A pasta brasileira agora ficou conhecida como ... ´Futebol´.

• Roedor ativo

Aquele repercutido evento na prestigiada Universidade de Harvard (Cambridge, Estado de Massachusetts, EUA) que contou com as presenças de Moro, Bretas, Barroso e Raquel Dodge também ganhou destaque por uma... insólita presença. É que na sessão de encerramento, de repente, surgiram gritos e expressões de pavor na seleta plateia.

Os seguranças acorreram.

Então constataram que tudo não passava de despropositado pânico de algumas magistradas – brasileiras e estadunidenses - assediadas por um ratinho que passeava em meio aos sapatos altos delas. O bichinho escapou ileso.

Em tempo: não era o Mickey...

•  Atenção ao discurso deles!

O perfil do eleitorado brasileiro mudou: 63% dos cidadãos que vão às urnas em 7 de outubro têm mais de 34 anos de idade e 52% são mulheres; destas, a metade são chefes de família.

E nas pesquisas sobre voto espontâneo – quando não há nomes mostrados nos cartões exibidos pelos pesquisadores - oito em cada dez eleitores têm repetido que ainda não têm candidatos. Nem a presidente, nem a governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Melhor assim.

• Provavelmente...

Mas nada indica que o novo Congresso Nacional será muito melhor que o atual. A renovação estimada em cerca de 50% não mudará uma realidade: os interesses representados serão os mesmos.

O domínio da velha política brasileira continuará intacto porque a forma de eleger deputados e senadores não foi alterada.

O resultado das eleições para o Congresso não solucionará a mais profunda e longa crise da história republicana.


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