Sexta-feira, 25 de julho de 2014

Entrementes, magistrados discutem como melhorar a imagem do Judiciário

Magistratura   |   Publicação em 27.08.12

Ocorreu na manhã de sexta-feira (24) a solenidade de lançamento do rograma "Valorização dos magistrados: juiz valorizado, justiça completa". É uma iniciativa do CNJ, para juízes e desembargadores da região Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

O evento ocorreu na sede da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), em Goiânia. Os participantes discutiram formas de melhorar a imagem dos magistrados junto à sociedade e, ao mesmo tempo, dar prioridade à qualidade do trabalho por eles executado, não apenas à quantidade.

A abertura do evento contou com a exibição de um vídeo com mensagem do presidente do CNJ e do STF, ministro Ayres Britto, que chamou a atenção para "a redução do interesse pelo ingresso na magistratura, provocada, em grande parte, por defasagens remuneratórias em relação a outras carreiras".

“De fato, é preciso valorizar o Poder Judiciário, que passa por um processo, por uma quadra temerária de desprofissionalização no plano remuneratório. Mesmo pelo seu segmento de magistrados, remunerados por subsídio, o Judiciário já não é a carreira atraente de antes”,
afirmou Ayres Britto.

O programa foi lançado pelo conselheiro José Lucio Munhoz, presidente da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ.

Ele disse que "o programa surgiu da verificação do problema da má compreensão da coletividade em face do trabalho do magistrado". Surgiu também da percepção de que "o juiz hoje é um profissional sobrecarregado de trabalho e sem estrutura adequada, pressionado por uma estrutura interna que privilegia a quantidade e não a qualidade do trabalho do profissional". (Com informações da Agência CNJ de Notícias).
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Marco Antonio Birnfeld formou-se advogado em 1971, pela PUC-RS. Foi em 1983 o primeiro juiz leigo dos Juizados Especiais de Porto Alegre, na época chamados de Juizados das Pequenas Causas. Atuar ali (graciosamente) significava "prestar relevante serviço público". Em um ano na função, alcançou o expressivo índice de 82% de conciliações.

Em 1º de janeiro de 2014 completou dez anos de exercício no cargo de conselheiro seccional da OAB-RS - mandatos alcançados em quatro eleições sucessivas.

Abandonou a Advocacia contenciosa em 2012, decepcionado com "o crescimento jurisdicional da estagiariocracia". Reside à beira-mar em Itajaí (SC), mas mensalmente está em Porto Alegre, para atender compromissos com a Ordem gaúcha.

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