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Edição de terça-feira , 22 de maio de 2018.

Servidora do TST recebeu R$ 91,9 mil



O TST - que paga salários para cerca de 2.000 servidores e ministros - fez pelo menos 65 pagamentos brutos acima de R$ 26,7 mil, o teto constitucional. Em nenhum caso reteve excedentes. Tal porque boa parte dos vencimentos são acrescidos com indenizações, benefícios como 13º e gratificação de férias, que, por lei, não são contados para compor o teto.

O maior gasto foi para uma servidora cuja remuneração é de R$ 6.700, mas recebeu R$ 91.858,51 graças a uma "vantagem eventual" de R$ 79 mil e outros benefícios.
 
As informações são da Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje.com base em levantamentos feitos pelos jornalistas Filipe Coutinho, Nádia Guerlenda e Dimmi Amora.

No mês passado, 16 dos 25 ministros do TST receberam entre R$ 34 mil e R$ 58 mil em valores brutos. O presidente, José Orestes Dalazen, recebeu R$ 51.149,38 brutos.

Questionada sobre como os ganhos chegaram a esses totais, a assessoria do TST disse que não haveria tempo hábil para responder. Prometeu dar detalhes hoje (24).

Alguns tribunais ainda apresentam dificuldades para o usuário acessar suas informações salariais. Em muitos casos, o arquivo não permite que os dados sejam manipulados em planilhas, o que dificulta saber quais são os valores máximos, mínimos e médio das folhas.

Até o fim da tarde de ontem, segundo o Conselho Nacional de Justiça, apenas 46 dos 90 tribunais tinham publicado em seus sites os salários de seus servidores.

O prazo dado pelo conselho vencia na sexta passada. Entre os tribunais superiores, só o Superior Tribunal Militar não fez a publicação.

No Supremo
 
No STF, os 11 ministros receberam ao menos R$ 35 mil, pois, além do salário, ganharam um terço referente às férias de julho.

No Tribunal Superior Eleitoral
 
No TSE houve quatro pagamentos acima de R$ 26,7 mil, todos para inativos ou pensionistas. O tribunal informou que os ganhos extras são de férias e indenizações.

A propósito
 
Ontem (23), em conversa com a presidente Dilma, o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, pediu recursos para aumentar os vencimentos no Judiciário.


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