Ir para o conteúdo principal

Quinta-feira , 23 de Fevereiro de 2017

Quatro já estão presos por ataque à família do presidente do TJ de São Paulo



A polícia apreendeu, na madrugada de ontem (3), outros três responsáveis pela tentativa de roubo contra familiares do presidente do TJ de São Paulo, Ivan Sartori. No domingo, um dos seis ladrões que participaram da ação já havia sido preso.

De acordo com o delegado titular do 83.º Distrito Policial, Enjolras Rello de Araújo, os três bandidos moravam na Favela do Boqueirão, no bairro do Ipiranga, sudeste da capital. Dois deles, adolescentes de 15 e 16 anos, confessaram o crime e foram mandados para a Fundação Casa – um já tinha passagem pela instituição, acusado de porte ilegal de armas.

O terceiro suspeito detido foi o adulto Vitor Hugo Viana, de 19 anos, conhecido como “Chatão”. Apesar de negar participação na tentativa de assalto, o jovem foi reconhecido por um dos policiais que escoltava a família do desembargador no dia do assalto. Sua prisão temporária já foi decretada. A polícia informou que ele foi mandado para o 77.º DP. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de hoje, em matéria assinada pela jornalista Juliana Deodoro.

Segundo o delegado do 83.º DP, a Polícia Civil continua a investigação para deter os dois criminosos que ainda estão sumidos. O delegado Araújo descarta a possibilidade de tentativa de sequestro. “O carro era vistoso e chamou a atenção. Eles queriam roubá-lo, mas foram pegos de surpresa pela escolta”, disse o delegado, que trabalha com hipótese de crime comum.

A tentativa de assalto aconteceu na noite de domingo, quando seis homens fortemente armados abordaram o Hyundai ix35 em que estavam a irmã, a sobrinha e a filha de 4 anos do presidente do TJ-SP. O carro era acompanhado por uma escolta de policiais à paisana, que, segundo o boletim de ocorrência, deram voz de prisão aos assaltantes quando eles abordaram o veículo em um semáforo na Avenida Presidente Tancredo Neves, no Sacomã, zona sul.

Os bandidos reagiram e houve tiroteio. Na tentativa de fuga, um deles usou a sobrinha de Sartori, de 27 anos, como escudo e a abandonou assim que entrou no carro. Ao perceber que a irmã e a filha de Sartori ainda estavam no Hyundai, ele saiu do veículo em movimento. A irmã do presidente do TJ-SP puxou o freio de mão e conseguiu evitar um acidente. Os outros cinco criminosos tentaram fugir a pé.

Na troca de tiros, dois assaltantes acabaram baleados e um deles, Luis Guilherme dos Santos Melo, de 19 anos, foi preso após procurar atendimento no pronto-socorro de Heliópolis.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

As tartarugas quadrigêmeas

A ´rádio-corredor´ da OAB-RS descobriu mais quatro répteis jurídicos em ação no Estado. Conheça detalhes de como a lentidão forense nacional também é regionalmente gaúcha: quatro ações têm como réu um mesmo deputado estadual.

O Supremo não dá conta e corruptos ficam impunes

Ministro Luís Roberto Barroso vislumbra a perspectiva de que “casos cada vez mais frequentes de investigações contra deputados federais, senadores ou ministros acarretam os óbvios riscos de congestionamento das atividades do STF e de delongas processuais cujo efeito acaba sendo a virtual impunidade dos culpados”.

A polêmica unção de Alexandre de Moraes para substituir Teori

A Ajuris critica a inobservância de quarentena e a vinculação governamental. O presidente Temer teria “agido bem” se tivesse indicado um nome que não tivesse envolvimento com o governo, “ainda mais em plena operação Lava Jato, com diversos políticos sendo citados e que eventualmente possam ser julgados pelo plenário do STF”.

Tartaruga forense em ação

Uma ação por improbidade administrativa contra político gaúcho tramita há seis anos e meio na Justiça do RS e ainda não tem sentença. Cidadão gaúcho questiona “se essa situação é normal ou deve-se ao poder político e mediúnico do deputado”.