Ir para o conteúdo principal

Sexta-feira, 03 de Julho de 2015

Quatro já estão presos por ataque à família do presidente do TJ de São Paulo


A polícia apreendeu, na madrugada de ontem (3), outros três responsáveis pela tentativa de roubo contra familiares do presidente do TJ de São Paulo, Ivan Sartori. No domingo, um dos seis ladrões que participaram da ação já havia sido preso.

De acordo com o delegado titular do 83.º Distrito Policial, Enjolras Rello de Araújo, os três bandidos moravam na Favela do Boqueirão, no bairro do Ipiranga, sudeste da capital. Dois deles, adolescentes de 15 e 16 anos, confessaram o crime e foram mandados para a Fundação Casa – um já tinha passagem pela instituição, acusado de porte ilegal de armas.

O terceiro suspeito detido foi o adulto Vitor Hugo Viana, de 19 anos, conhecido como “Chatão”. Apesar de negar participação na tentativa de assalto, o jovem foi reconhecido por um dos policiais que escoltava a família do desembargador no dia do assalto. Sua prisão temporária já foi decretada. A polícia informou que ele foi mandado para o 77.º DP. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de hoje, em matéria assinada pela jornalista Juliana Deodoro.

Segundo o delegado do 83.º DP, a Polícia Civil continua a investigação para deter os dois criminosos que ainda estão sumidos. O delegado Araújo descarta a possibilidade de tentativa de sequestro. “O carro era vistoso e chamou a atenção. Eles queriam roubá-lo, mas foram pegos de surpresa pela escolta”, disse o delegado, que trabalha com hipótese de crime comum.

A tentativa de assalto aconteceu na noite de domingo, quando seis homens fortemente armados abordaram o Hyundai ix35 em que estavam a irmã, a sobrinha e a filha de 4 anos do presidente do TJ-SP. O carro era acompanhado por uma escolta de policiais à paisana, que, segundo o boletim de ocorrência, deram voz de prisão aos assaltantes quando eles abordaram o veículo em um semáforo na Avenida Presidente Tancredo Neves, no Sacomã, zona sul.

Os bandidos reagiram e houve tiroteio. Na tentativa de fuga, um deles usou a sobrinha de Sartori, de 27 anos, como escudo e a abandonou assim que entrou no carro. Ao perceber que a irmã e a filha de Sartori ainda estavam no Hyundai, ele saiu do veículo em movimento. A irmã do presidente do TJ-SP puxou o freio de mão e conseguiu evitar um acidente. Os outros cinco criminosos tentaram fugir a pé.

Na troca de tiros, dois assaltantes acabaram baleados e um deles, Luis Guilherme dos Santos Melo, de 19 anos, foi preso após procurar atendimento no pronto-socorro de Heliópolis.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge de Sponholz

A urbanidade que se espera dos juízes

 

A urbanidade que se espera dos juízes

Em uma preciosa coletânea inserida em seu blog - simplesmente transcrevendo frases polêmicas (e não preciosas) pronunciadas por integrantes do Judiciário brasileiro - o jornalista Frederico Vasconcelos lembrou casos de desrespeito à urbanidade , claramente previstos na Lei Orgânica da Magistratura.

Arte de Camila Adamoli

   Um ´penduricalhíssimo´ e generoso contracheque de R$ 388 mil

 

Um ´penduricalhíssimo´ e generoso contracheque de R$ 388 mil

Magistrado que atuou no TRF-4, punido três vezes com aposentadoria compulsória, ganhou um bônus endinheirado. É a indenização por férias não gozadas durante os quatro anos em que – sem trabalhar - esteve afastado da magistratura. Folha de pagamentos de abril da corte regional federal revela que os dez maiores contracheques somam R$ 1,9 milhão.