Terça-feira, 21 de Outubro de 2014


Só com a roupa do corpo no frio em New York

Diversos   |   Publicação em 08.06.12




Viajando em lua de mel, de Porto Alegre a New York, em 2010, um casal gaúcho teve uma surpresa no desembarque no Aeroporto JFK: as duas malas não chegaram.
 
Esse foi o desencanto inicial passado pelo gerente comercial Giovani Sued Perazzo (33) e pela representante comercial Marcia Elisa Grison Perazzo (32), ao chegarem numa manhã ainda hibernal, em 8 de março, há dois anos.
 
"Enfrentamos o imprevisto com as roupas que tínhamos. Como estávamos saindo do verão gaúcho para o inverno nova-iorquino, levamos um casaco quentinho para a chegada no aeroporto. Como a viagem era de lua-de-mel, nossa idéia não de fazer grandes compras; assim, para enfrentar o imprevisto, compramos apenas roupas intimas, uma vez que a Tam alegou que nossas malas chegariam no próximo voo e assim se passaram três dias" - relata Marcia, ao Espaço Vital.
 
Depois de seis dias - superado o imprevisto - o casal seguiu a viagem romântica e de lazer para Nassau, nas Bahamas.
 
Como Tam e Anac "não deram pelotas aos passageiros" - como se diz no jargão aeroportuário - Giovani e Marcia ingressaram em Juízo. Na 10ª Vara Cível de Porto Alegre o juiz Alexandre Schwartz Manica  deferiu reparação moral de R$ 10.900 a cada um dos dos consumidores maltratados. A Tam recorreu, sustentando "a inocorrência de danos morais".
 
Os desembargadores Umberto Guaspari Sudbrack, José Aquino Flôres de Camargo e Mário Crespo Brum, da 12ª Câmara Cível do TJRS, confirmaram a sentença e rebateram a irresignação da Tam, quanto ao montante, com um argumento humano:  "a falta dos pertences dos autores em viagem internacional de lua de mel, por três dias, além do fato de a viagem ter ocorrido no inverno, para New York, onde faz frio intenso no inverno, justifica a quantia indenizatória" - afirma o voro do desembargador Sudbrack.
 
A advogada Janaine Liliane Immich Locatelli atua em nome dos autores. (Proc. nº  70047653761).
RECEBA O EV
EDITOR EV

Marco Antonio Birnfeld formou-se advogado em 1971, pela PUC-RS. Foi em 1983 o primeiro juiz leigo dos Juizados Especiais de Porto Alegre, na época chamados de Juizados das Pequenas Causas. Atuar ali (graciosamente) significava "prestar relevante serviço público". Em um ano na função, alcançou o expressivo índice de 82% de conciliações.

Em 1º de janeiro de 2014 completou dez anos de exercício no cargo de conselheiro seccional da OAB-RS - mandatos alcançados em quatro eleições sucessivas.

Abandonou a Advocacia contenciosa em 2012, decepcionado com "o crescimento jurisdicional da estagiariocracia". Reside à beira-mar em Itajaí (SC), mas mensalmente está em Porto Alegre, para atender compromissos com a Ordem gaúcha.

Saiba mais
ARQUIVO
banner_indicadores_4.jpg
© Copyright Marco Antonio Birnfeld     |     Desenvolvido por Desize

Av. Praia de Belas, 2266, 8º andar - Cep: 90110-000 - Porto Alegre - RS - Brasil
(51) 32 32 11 00 - 123@espacovital.com.br