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Atualização em 22.03.2017, às 16h

Estagiária faz revisão de processos no STF



Beto Barata/O Estado de S.Paulo (reprodução)

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Maria Carolina quer trabalhar, no futuro, como revisora num escritório de Advocacia.

Há seis meses, Marília Carolina Florindo dedica-se a uma tarefa que, à primeira vista, parece espinhosa: fazer a revisão e eventuais correções em textos que poderão lidos no plenário do Supremo. Estudante de Letras na UnB, ela é estagiária no STF.

Indagada pelo jornal O Estado de S. Paulo se já enfrentou alguma “saia justa” por ter achado erros em textos de assessores ou ministros, a estudante de 24 anos mostra ser diplomática. “Eles escrevem superbem”. Segundo Marília, às vezes ocorrem erros no uso de vírgulas ou de digitação.

Formada em Inglês também pela UnB, Marília agora se especializa em francês. Pelo trabalho de revisão das 15h às 19h, ela recebe uma bolsa de R$ 900. Foi selecionada após ter se cadastrado no Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). Antes de ser contratada, passou por uma entrevista e teve de corrigir um texto.

“Estou gostando do trabalho e, perto do que é pago a outros estagiários, o valor da bolsa é bom”, avalia Marília, que fez escola pública até o 1.º ano do ensino médio. No futuro, quer trabalhar como revisora num escritório de Advocacia ou prestar concurso para atuar como tradutora juramentada.

Segundo Marília, o estágio no STF prova que formados em Letras podem tanto trabalhar em sala de aula como nos gabinetes mais importantes do Judiciário.

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