Ir para o conteúdo principal

Terça-feira ,27 de Setembro de 2016.

Biografia de Rosane Collor vai contar sua versão do impeachment



Imagem da Matéria

Rosane Collor vai lançar ainda este ano uma biografia com ingredientes que acredita ter potencial de best-seller. Duas décadas depois do impeachment de Fernando Collor, a ex-primeira-dama pretende dar a sua versão de alguns dos acontecimentos mais surpreendentes da história recente do país. "Quero contar o meu lado, como me senti, como ele se sentiu, as mentiras, onde estava a vaidade".

Caberá ao escritor Fábio Fabrizio Fabretti, que assina biografias de figuras tão díspares quanto Glória Pires e Neusinha Brizola, ser o ghost-writer de uma mulher com sede de justiça. Rosane faz mistério sobre o que tem de mais bombástico a revelar em suas memórias. "Vão ter que comprar o livro", desconversa.

As informações são da Folha de S. Paulo, em matéria assinada pela jornalista Eliane Trindade. "Será o testemunho de uma ex-mulher desapontada com o homem e com o político" - avalia o jornal. A seu turno, Rosane compara: "Fernando foi o grande amor da minha vida e também a minha grande decepção". Os dois não se falam desde a saída de Collor de casa, há sete anos, quando teve início o divórcio litigioso.

A ex-primeira-dama, que se orgulha da lealdade no momento da queda, é crítica quanto à recente proximidade do ex-marido com inimigos históricos. "Política é exatamente isto. É Lula junto com Collor. É Collor junto com Renan Calheiros."

Rosane conta que votou em Dilma, apesar de nunca ter sido eleitora de Lula, "mas, no final, ele conseguiu fazer um bom trabalho".

E o escândalo do mensalão? Rosane diz que "houve no governo FHC também - e acho que em todos vai acontecer."

Afastada por suspeita de corrupção do posto de presidente da Legião Brasileira de Assistência no governo do ex-marido, Rosane exibe como atestado de idoneidade o fato de ter sido absolvida pelo STF.

Ela não descarta a possibilidade de voltar a Brasília como deputada federal, pelo Partido Verde. "Tá uma coisa de ´stand by´. Já pensou? Fernando no Senado e eu, como federal? Seria uma boa ideia. Tá no horizonte."

O poder da briga entre Fernando e o irmão Pedro, que deu origem à CPI do Collor, vai receber um capítulo. "Eu olho aquilo pelo lado da inveja. Caim matou Abel por inveja. O mundo tá cheio disso. É o final dos tempos."

"Levava vida de rainha. De uma hora pra outra perdi tudo. Não tenho 10% do que eu tinha. Tive que cortar viagens, roupas de grifes, 90% dos supérfluos" - admite.

Mora de favor em um imóvel de Collor: um casarão, no estilo colonial, com piscina e amplos jardins, no bairro de Serraria, em Maceió. A residência já teve melhores dias. "Precisa de manutenção, mas tenho que decidir se invisto em mim ou na casa". Ela tem direito a segurança e motorista.

Ela admite que o baque material e emocional a levou à lona. "Eu não sabia o que era depressão. Achava frescura até acontecer comigo. Superei a crise sem remédios. A minha cura foi buscar Jesus".

Crente fervorosa, a companheira do ex-presidente por 22 anos diz que a proteção divina a livrou também da maldição do impeachment, que vitimou Pedro Collor e PC Farias, entre outros. "Eu e a ex-mãe-de-santo do Fernando, a Cecília, somos as únicas que estamos vivas para contar a história porque aceitamos Jesus e somos evangélicas."

Na primeira fileira do culto da última quarta-feira, Rosane erguia as mãos e dava glória a Deus, sob o incentivo da missionária Maria Tavares, confidente e guru.

Está sozinha desde que terminou um namoro há quatro meses. Apesar disso, não desistiu da maternidade, mesmo diante do insucesso de dois processos de fertilização quando era casada.

Leia a notícia na íntegra, na origem

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Crítica do TRT-4 a juiz: procedimento "arbitrário e ilegal, abdicando do respeito à lógica formal"

Um registro feito na página de notícias do saite oficial do TRT-4 (RS) há quase quatro anos (exatamente em 10.10.2012) - e reproduzido no mesmo dia pelo Espaço Vital - resume uma crítica a um próprio magistrado trabalhista gaúcho: "há flagrante abuso do poder regulamentar e manifesta ilegalidade, quando o juiz do Trabalho, com base em portaria por ele editada no âmbito da vara, restringe direito de advogado regularmente habilitado de ter seu nome em alvará judicial para o recebimento de valores oriundos de acordo homologado".

Feriado estadual no Rio Grande do Sul

A terça-feira (20) é feriado no Rio Grande do Sul. Evoca a Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha foi como ficou conhecido o movimento de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1º de março de 1845.
Assim, nesta terça-feira, excepcionalmente, o Espaço Vital não circulará. Retornaremos com nossa edição normal na próxima sexta-feira (23).