Terça-feira, 25 de novembro de 2014

PMs pedem R$ 24 mil de Rita Lee por dano moral

Dano moral   |   Publicação em 11.05.12

Pelo menos 16 policiais militares entraram com ações por danos morais contra a cantora Rita Lee. Eles alegam ter sido ofendidos pela roqueira, em 29 de janeiro deste ano, quando ela fazia seu show de despedida na Praia Atalaia Nova, em Barra dos Coqueiros, Região Metropolitana de Aracaju. No fim do show, ela foi presa por desacato à autoridade, mas em seguida foi liberada. Naquela noite, os policiais faziam a segurança do evento.

O advogado Plínio Karlo, que representa sete militares, garantiu que "o fato de a cantora ter revelado ao Fantástico, da TV Globo, que sofre de transtorno bipolar não vai prejudicar o andamento da ação". Ele pede indenização de R$ 24.880 para cada militar agredido verbalmente pela artista.

Karlo explicou que preferiu ingressar com ações individuais porque, "nesses casos, a Justiça é mais célere para julgar os processos". Já foram agendadas diversas audiências para este mês, e os processos tramitam nas 1.ª, 3.ª, 5.ª e 8.ª Varas Cíveis de Aracaju.

Na semana passada, a Justiça propôs a Rita Lee que doasse o cachê, de R$ 115 mil, para o Fundo Municipal para Criança e Adolescente da Barra dos Coqueiros e prestasse serviços à comunidade por três meses, para não dar prosseguimento à ação penal.

Rita Lee foi presa durante o evento Verão Sergipe, após ofender policiais militares. Ela os mandou fumar um "baseado" e que se retirassem do show. A situação piorou quando a artista partiu para agressões verbais, chamando os agentes de segurança de "f.d.p.", "cachorros" e outros palavrões.

Ao fim da apresentação, a cantora foi presa e encaminhada para a Delegacia Plantonista em Aracaju para prestar esclarecimentos. Ela postou no Twitter: "Tô indo p/ a delegacia...a polícia de Aracaju não gosta de mim, mas Sergipe gosta, estou dentro do carro", "Último show e ela vai presa? Não poderia ser mais la cantante, afff".

Rita Lee, após prestar depoimento, foi liberada. Ela foi enquadrada por desacato à autoridade.
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EDITOR EV

Marco Antonio Birnfeld formou-se advogado em 1971, pela PUC-RS. Foi em 1983 o primeiro juiz leigo dos Juizados Especiais de Porto Alegre, na época chamados de Juizados das Pequenas Causas. Atuar ali (graciosamente) significava "prestar relevante serviço público". Em um ano na função, alcançou o expressivo índice de 82% de conciliações.

Em 1º de janeiro de 2014 completou dez anos de exercício no cargo de conselheiro seccional da OAB-RS - mandatos alcançados em quatro eleições sucessivas.

Abandonou a Advocacia contenciosa em 2012, decepcionado com "o crescimento jurisdicional da estagiariocracia". Reside à beira-mar em Itajaí (SC), mas mensalmente está em Porto Alegre, para atender compromissos com a Ordem gaúcha.

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