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Edição de terça-feira , 22 de maio de 2018.

O preço do rebolado compulsório



"Convidado" pelo gerente a rebolar em reuniões, um vendedor da Refrigerantes Minas Gerais Ltda. receberá reparação de R$ 25 mil por danos morais. O recurso da empresa não foi conhecido pelo TST.
 
Na inicial, o vendedor contou que o gerente o chamava de "Bros" - apelido do qual não gostava e o constrangia, por não ser tratado por seu nome de batismo.
 
Disse também que os colegas e coordenadores faziam brincadeiras de mau gosto, como perguntar se usava calcinha por baixo da calça e chamá-lo de "bicha" perante todos os colegas. A situação culminou com o fato de, numa reunião, o gerente ter pedido a ele para se levantar e rebolar.
 
O valor (R$ 4 mil) arbitrado pela sentença foi majorado para R$ 25 mil pelo TRT mineiro. Ao confirmar o julgado o TST abordou a situação interna na empresa: "os demais empregados e até o gerente humilhavam o trabalhador com apelidos e manifestações agressivas, irônicas e maliciosas, criando um ambiente de trabalho agressivo".

A reclamada é fabricante de bebidas da linha Coca-Cola. (RR nº 115-51.2010.5.03.0005).

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