Ir para o conteúdo principal

Sexta-feira , 26 de Agosto de 2016.

Itália prende 16 juízes e outras 31 pessoas por corrupção mafiosa



A Guardia di Finanza (polícia financeira italiana) prendeu ontem (19) um total de 47 pessoas - entre elas 16 magistrados da jurisdição tributária - , outros funcionários públicos e membros do clã Fabbrocino, da Camorra, a máfia napolitana, sob a acusação de associação criminosa.

Segundo um comunicado da polícia financeira, as investigações levaram ao desmantelamento de uma rede criminosa formada por membros do clã camorrista Fabbrocino - que administra as atividades ilegais nas localidades de Nola e na região vesuviana -, empresários especializados em compra e venda de imóveis e servidores públicos que trabalhavam no setor tributário.

Após a operação, que foi realizada entre a região da Campânia (sul) e da Lombardia (norte), 22 pessoas foram presas; 25 estão detidas em prisão domiciliar; e 13 foram impedidas de deixar a província de Nápoles. Além disso, foram confiscados bens em um valor de € 1 bilhão (US$ 1,3 bilhão), entre aplicações em contas bancárias, ações, aplicações financeiras, terrenos, edifícios e veículos.

Além da associação mafiosa, os detidos são acusados de lavagem de dinheiro procedente de atividades ilícitas e corrupção em processos judiciais, entre outros.

Segundo as investigações, a organização havia construído uma rede de faturamentos falsos para a lavagem de dinheiro que depois chegava a bancos da Bélgica, Liechtenstein, Luxemburgo e Suíça.

Quando a polícia financeira descobria as faturas falsas e a evasão fiscal, os empresários entravam com ações judiciais impugnando as multas. Segundo a Guardia di Finanzia, os 16 juízes favoreciam os criminosos.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Bisbilhotagem conjugal permitida

Decisão do Tribunal de Roma não viu ilegalidade na prova feita por um homem, de que sua mulher tramava o adultério via mensagens no celular.

Cem anos de prisão

Juíza reconhece a “crueldade do crime” e aplica a severa pena a uma auxiliar de enfermagem que esfaqueou gestante, arrancando a criança do ventre materno.  A criminosa está presa desde março de 2015.