Terça-feira, 14 de abril de 2014

Itália prende 16 juízes e outras 31 pessoas por corrupção mafiosa

Internacional   |   Publicação em 20.03.12

A Guardia di Finanza (polícia financeira italiana) prendeu ontem (19) um total de 47 pessoas - entre elas 16 magistrados da jurisdição tributária - , outros funcionários públicos e membros do clã Fabbrocino, da Camorra, a máfia napolitana, sob a acusação de associação criminosa.

Segundo um comunicado da polícia financeira, as investigações levaram ao desmantelamento de uma rede criminosa formada por membros do clã camorrista Fabbrocino - que administra as atividades ilegais nas localidades de Nola e na região vesuviana -, empresários especializados em compra e venda de imóveis e servidores públicos que trabalhavam no setor tributário.

Após a operação, que foi realizada entre a região da Campânia (sul) e da Lombardia (norte), 22 pessoas foram presas; 25 estão detidas em prisão domiciliar; e 13 foram impedidas de deixar a província de Nápoles. Além disso, foram confiscados bens em um valor de € 1 bilhão (US$ 1,3 bilhão), entre aplicações em contas bancárias, ações, aplicações financeiras, terrenos, edifícios e veículos.

Além da associação mafiosa, os detidos são acusados de lavagem de dinheiro procedente de atividades ilícitas e corrupção em processos judiciais, entre outros.

Segundo as investigações, a organização havia construído uma rede de faturamentos falsos para a lavagem de dinheiro que depois chegava a bancos da Bélgica, Liechtenstein, Luxemburgo e Suíça.

Quando a polícia financeira descobria as faturas falsas e a evasão fiscal, os empresários entravam com ações judiciais impugnando as multas. Segundo a Guardia di Finanzia, os 16 juízes favoreciam os criminosos.
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Marco Antonio Birnfeld formou-se advogado em 1971, pela PUC-RS. Foi em 1983 o primeiro juiz leigo dos Juizados Especiais de Porto Alegre, na época chamados de Juizados das Pequenas Causas. Atuar ali (graciosamente) significava "prestar relevante serviço público". Em um ano na função, alcançou o expressivo índice de 82% de conciliações.

Em 1º de janeiro de 2014 completou dez anos de exercício no cargo de conselheiro seccional da OAB-RS - mandatos alcançados em quatro eleições sucessivas.

Abandonou a Advocacia contenciosa em 2012, decepcionado com "o crescimento jurisdicional da estagiariocracia". Reside à beira-mar em Itajaí (SC), mas mensalmente está em Porto Alegre, para atender compromissos com a Ordem gaúcha.

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