Ir para o conteúdo principal

Sexta-feira , 26 de Agosto de 2016.


Eros Grau retorna à Advocacia



Imagem da Matéria

O consórcio vencedor do leilão do aeroporto de Campinas contratou o ex-ministro do STF Eros Grau para a defesa contra o pedido de impugnação do edital. Participam da defesa também os advogados Sérgio Bermudes e Tércio Sampaio Ferraz.

O grupo Odebrecht, segundo colocado na licitação, pediu a eliminação do consórcio vencedor, formado pelas construtoras Triunfo e UTC e pela operadora aeroportuária Egis Avia, da França.
 
O grupo ofereceu R$ 3,8 bilhões para ficar com a concessão. Outro recurso, da ES Engenharia, foi impetrado contra o resultado. A comissão de licitação da Anac, responsável pelo leilão, tem até o dia 16 para responder.
 
A Odebrecht diz que a Egis não cumpriu as exigências documentais e que a declaração de que ela opera um aeroporto com mais de 5 milhões de passageiros ao ano foi dada pela própria empresa e não por uma autoridade. Além disso, a empresa diz que a Egis tem apenas 20% de participação nessa unidade, que fica no Chipre.

Gaúcho de Santa Marria, às vésperas da data (19 de agosto de 2010) em que completaria 70 anos de idade, quando seria compulsoriamente aposentado do cargo de ministro do STF, Eros Grau apresentou requerimento de aposentadoria voluntária.

Então deixou de integrar a corte em 2 de agosto de 2010, pouco antes de votar a constitucionalidade da lei da ficha limpa. O acontecimento empatou e atrasou a aprovação da lei, o que permitiu que inúmeros políticos fossem reeleitos.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Outros detalhes do caso milionário

Os R$ 50 milhões recebidos por Mauricio Dal Agnol, corrigidos pelo IPCA, correspondem hoje a mais de R$ 75 milhões. A Oi diz que “a OAB-RS determinou o arquivamento do processo disciplinar”. A Ordem gaúcha não se manifestou para contraponto.

O insucesso de uma advogada na defesa do marido, também advogado

Ele responde a uma ação penal na Justiça Federal. Segundo o julgado do TRF-4, a defensora que coloca em risco a liberdade de réu deve ser destituída do processo. A profissional da advocacia desabafa: “Faz sete anos que a gente está passando por isso, é complicado, não temos mais saúde emocional, nem física, tudo que a gente faz parece que é usado contra nós”.