Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

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Pensar em Dia Internacional da Mulher é pensar em luta - Artigo de Arilson da Silva

Artigos   |   Publicação em 08.03.12

 Por Arilson da Silva,
presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso

Pensar em dia internacional da mulher é pensar em igualdade. Não por acaso a data 8 de março foi definida para lembrar as lutas das mulheres na sociedade por respeito, melhores condições de trabalho, valorização salarial, emprego digno, entre outras. A data nós faz refletir acerca de como a mulher é vista no ambiente de trabalho e como ela está sendo tratada.

De acordo com pesquisa realizada pelo Dieese na Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), as mulheres que trabalham no setor financeiro ganham menos que os homens, atendem mais clientes, são mais escolarizadas, são menos promovidas e ficam menos nos bancos. Esta realidade lamentável mostra que nossa sociedade não está respeitando as mulheres.

O mais agravante é que se a mulher for negra, sua situação no sistema financeiro é ainda pior, pois as oportunidades se limitam a cargos inferiores com pouquíssimas chances de ascensão. As mulheres encaram desafios diários nos bancos e ao perceber a falta de perspectiva, abrem mão do emprego, isso quando não são substituídas por outras mulheres que são mais jovens.

Pensar em dia internacional da mulher é pensar em respeito. Respeito aos direitos humanos, onde todos devem ser tratados com igualdade, onde o emprego seja uma conquista com base na competência e não no gênero. Ser valorizada, ter o direito de ser mulher, ser mãe, ter responsabilidades, são características marcantes nas trabalhadoras que lutam diariamente por reconhecimento.

A melhor forma de comemorar a data internacional da mulher é manter a luta por igualdade onde todas as pessoas são igualmente valorizadas. Parabéns, mulheres trabalhadoras pelo dia internacional.
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Marco Antonio Birnfeld formou-se advogado em 1971, pela PUC-RS. Foi em 1983 o primeiro juiz leigo dos Juizados Especiais de Porto Alegre, na época chamados de Juizados das Pequenas Causas. Atuar ali (graciosamente) significava "prestar relevante serviço público". Em um ano na função, alcançou o expressivo índice de 82% de conciliações.

Em 1º de janeiro de 2014 completou dez anos de exercício no cargo de conselheiro seccional da OAB-RS - mandatos alcançados em quatro eleições sucessivas.

Abandonou a Advocacia contenciosa em 2012, decepcionado com "o crescimento jurisdicional da estagiariocracia". Reside à beira-mar em Itajaí (SC), mas mensalmente está em Porto Alegre, para atender compromissos com a Ordem gaúcha.

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