Pai Nosso obrigatório! (03.02.12) Aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, o Município de Ilhéus (BA) vai por em prática a partir de meados deste mês - quando inicia o ano escolar - a lei que obriga alunos do ensino municipal dali a rezarem o Pai Nosso antes de todas as aulas.
Segundo a justificativa, "a ideia é educar nossos jovens na cultura da oração”.
Aos 49 anos, o vereador Alzimário Belmonte (PP) - que professa a religião batista - explica que "não bebo, não fumo, pratico atividade física e não perco noite”.
Ele justifica "ter construído essa lei para que possamos educar nossos jovens à cultura da oração, que é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo".
Camila de Freitas (estudante de história)
Postado em 17.04.12 - 21:14:53
Lembrem-se: "O artigo 19 da Constituição determina que nenhuma instância de governo pode se envolver com crenças religiosas, em respeito à laicidade do Estado. O Estado não deve interferir nas crenças do povo em nenhum ambiente, nesse assunto que se manifeste a família e o indivíduo. O que o Estado pode e deve fazer é apoiar o crescimento moral, para isso aulas de sociologia e filosofia".
Rosângela Borotto (advogada)
Postado em 05.04.12 - 11:43:47
Boa iniciativa! Porque somos um estado laico não vamos ensinar as nossas crianças a orar? Você muito provavelmente vai criticar a atitude destes vereadores, mas vai fazer vistas grossas para o traficante que está vendendo drogas na porta da escola do seu filho! A escola é o segundo lar; se você não tem tempo de ensinar o quão é importante a religião na vida de uma pessoa, deixe que a escola o faça.
Wilson Unger (administrador empresas/advogado)
Postado em 05.04.12 - 09:50:14
A posição do vereador me deixou em dúvida. Quando ele fala em chegar a Deus, a qual se refere? Eu por exemplo sou devoto do deus Thor e para este não serve o pai nosso. Para resumir é unicamente mais uma baboseira.
Augusto de Souza Alves (oficial de justiça)
Postado em 04.02.12 - 22:06:43
Estado laico, piada. Mas esperar o que se nossos próprios tribunais ostentam crucifixos em suas salas de audiência.