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Ex-deputado terá que pagar fiança de R$ 93 mil para deixar prisão

(01.02.12)

Divulgação
Carlos Simões

O ex-deputado estadual Carlos Simões pode ser solto a qualquer momento. O juiz substituto da 9ª Vara Criminal de Curitiba (PR), César Maranhão, aceitou o pedido de revogação de prisão no final da manhã de ontem (31).

Para tanto, Simões deverá pagar fiança de 150 salários mínimos, exatos R$ 93.300,00. Além disso, o ex-deputado precisa assinar um termo de compromisso para comparecer uma vez por mês às audiências nas quais for convocado.

Carlos Simões responde a processo em consequência da Operação Gafanhotos, realizada na Assembleia Legislativa do Paraná. Alguns deputados são acusados de apropriação de parte do salário de servidores.
 
Ele está preso desde o final da tarde desta quinta-feira (26), em regime domiciliar, na casa dele, em Curitiba. Ele foi encaminhado inicialmente para a Delegacia de Vigilância e Capturas e, logo em seguida, encaminhado para o Centro de Triagem de Piraquara, por decisão do juiz da 9ª Vara Criminal.

Na decisão, o juiz determinou a prisão domiciliar também em razão de sua constante ausência nas audiências sobre o caso dos “gafanhotos” da Assembleia Legislativa do Paraná.

O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal desde 2003 e começou depois que uma servidora da Caixa Econômica Federal procurou o MPF e relatou que havia caído na malha fina da Receita Federal por não declarar rendimentos que teria recebido da Assembleia – onde nunca havia trabalhado.

O MPF investigou e descobriu que os documentos da funcionária da Caixa foram usados, sem que ela soubesse, pelo ex-deputado Carlos Simões para nomeá-la num cargo na Assembleia em 1999 e que o salário dela era depositado na conta do sogro de Simões.

O ex-deputado foi denunciado em agosto de 2008 pelo Ministério Público Estadual por desviar R$ 18,5 mil – ação que ainda tramita na Justiça.

Ao todo, cerca de 400 funcionários da Assembleia, ex-servidores da Casa e dezenas de políticos paranaenses são investigados por desvio de dinheiro público, sonegação de impostos federais e estelionato. (Com informações da Folha de Londrina e da Rádio Banda B).

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