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A AGS Elevadores e Componentes informou ontem (6) que o elevador instalado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, na Rua Roque Calage, zona norte de Porto Alegre, não estava liberado para uso. No sábado, a aposentada Zeli da Silva Matos, 80 anos, morreu após tentar descer do equipamento, no segundo pavimento do prédio.
Em nota publicada em seu saite, a empresa - que utiliza o slogan "liberdade vertical" - garante que o elevador "estava em fase de instalação e não tinha autorização de uso sequer emergencial".
A AGS é uma empresa gaúcha, com fábrica em Guaíba (RS) e sede administrativa e comercial no bairro São Geraldo, em Porto Alegre.
Segundo o texto, "em fase de instalação e sem autorização de uso, o equipamento apresentou problemas que ainda estão indefinidos e exigem o trabalho de técnicos especializados para prestar os esclarecimentos necessários a todas as partes envolvidas nos acontecimentos".
Na tarde de ontem (6), técnicos do Instituto Geral de Perícias analisaram o local. Familiares de Zeli que estavam no local no sábado também participaram de uma reconstituição. hoje (7) outras testemunhas vão ser ouvidas. "Espero que nos seja dito que realmente aconteceu; queremos justiça" - diz Gicele da Silva Matos, neta de aposentada.
No sábado, ela preferiu subir ao local do culto pelas escadas. Ela garante que "não havia qualquer aviso impedindo o uso do elevador: não tinha tapume, não tinha placa, nada".
Contraponto
A Igreja Adventista do Sétimo Dia não quis se manifestar. Simplesmente afirmou que "oportunamente a instituição vai se pronunciar por meio de uma nota oficial".