Potins desta terça-feira


• Politicagem no STF

O juiz federal Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio de Janeiro, comentou no Twitter a pressão de caciques de três partidos (PT, MDB e PSDB) contra as prisões após condenação em segunda instância.

Prefiro acreditar que não há, em nosso Supremo, quem permita esse tipo de abordagem imoral (‘influência no Judiciário’). Seria isso uma politicagem de baixo nível que desrespeitaria por completo a independência do Poder Judiciário, desonrando os envolvidos” – escreveu ele.

• Das redes sociais

• “Delfim Neto não ´ganhou´ tornozeleira eletrônica porque a Justiça Federal e a Polícia Federal de São Paulo só têm modelitos pequenos, médios e grandes. Não dispõem de modelões extragrandes”.

• “O presidenciável Rodrigo Maia, o fofo, tenta se livrar de, no mínimo, 12 quilos. Agora, a única coisa que ele bebe é água”.

• Cela 13 ou 51?

A proximidade da possível prisão de Lula – que, especula-se, pode acontecer em fins de abril/início de maio - gerou um mal-estar entre a PF e o Complexo Médico-Penal em Curitiba. Por causa da peculiaridade da situação, nenhum dos dois quer abrigar o ex-presidente.

Na Justiça Federal escuta-se  porém, informalmente, que a preferência dos magistrados é a permanência de Lula na PF.

Mas há um impasse: os policiais não querem colocá-lo na ala VIP, onde está Antonio Palocci.

Para a “rádio-corredor” da OAB do Paraná, a dúvida é saber se a cela será a 13, ou a 51?

• 1968 e 2018!...

• Em 9 de março de 1968, o então ministro da Fazenda Delfim Neto ocupou uma quinta parte da primeira página do jornal O Globo, ao anunciar “novas metas financeiras e econômicas.”  Era para engordar os cofres da ditatura.

• Exatos 50 anos depois, o mesmo Delfim ocupou – na semana passada - igual destaque nas primeiras páginas de dezenas de jornais, desta vez como alvo da Lava-Jato. Não foi a primeira vez que ele foi associado a mutretas – mas Delfim prefere dizer que nunca foi condenado.

• Verdade: durante a ditadura não havia órgãos de investigação independentes. Além de censurar a imprensa, o regime militar sufocava as denúncias de corrupção.

• Ode à honesta

A Construtora Norberto Odebrecht vai ser rebatizada – logo depois que estancar o tsunami difamatório de seus trambiques, conhecidos no mundo inteiro. Uma empresa de publicidade paulista já começar a amealhar ideias e estudar “bons nomes” para a troca.

Todavia ficará imutável o nome do Grupo Odebrecht, que reúne empresas de construção, química, petroquímica e energia, entre outros. Ele atualmente está presente em 21 países distribuídos por todo o Continente Americano, na África, na Europa e no Oriente Médio.

Na “rádio-corredor” da OAB de Brasília corre o irônico rumor que o novo sugerido seria Construtora Ode.

O prefixo ´ode´ tem tudo a ver – conforme os melhores dicionários – com “poema lírico com estrofes simétricas, de caráter entusiástico”.

• O Dida falando...

Aldemir Bendine, que foi colocado por Dilma na Petrobras para “sanear” a estatal, está começando a contar em Curitiba os segredos financeiros e propineiros de sua temporada anterior, como presidente do Banco do Brasil.

Um advogado contou uma frase arrebatadora que escutou de Dida: “Depois que a caixa-preta do BB for aberta, vão ter que construir um presídio só para a gente envolvidas nessas fraudes”.

• Gasto estúpido

Vai a R$ 105,2 milhões o valor que o governo federal torrou, fazendo propaganda política em jornais e emissoras para divulgar as supostas virtude da reforma da Previdência.

Como deu em nada, melhor seria se essa verba tivesse sido usada para equipar uma dezena de hospitais.

• Linda e cheirosa

Mensagens em que um superior chama uma jovem Mensagens em que um superior chama uma jovem aprendiz de “linda e cheirosa” caracterizam assédio e são motivo para a demissão do ofensor por justa causa. Com esse entendimento, o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) reconheceu válida a dispensa de um ex-gerente de uma empresa de manutenção de pneus por “incontinência verbal e de conduta, e mau procedimento”.aprendiz de “linda e cheirosa” caracterizam assédio e são motivo para a demissão do ofensor por justa causa. Com esse entendimento, o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) reconheceu válida a dispensa de um ex-gerente de uma empresa de manutenção de pneus por “incontinência verbal e de conduta, e mau procedimento”.

Segundo a sentença, “a paquera do gerente desvirtua o seu papel de chefe e de guardião do profissionalismo no ambiente de trabalho”.

E o acórdão comparou que, “mesmo que os gracejos às mulheres sejam uma característica do homem latino para ressaltar a sua virilidade, isso deve ser coibido, por gerar situações constrangedoras às mulheres”. (Proc. nº 0010837-20.2016.5.18.0102).

• Dia D, Semana S

Esta semana talvez seja amarga para Romero Jucá. O presidente nacional do MDB pode se tornar réu pela primeira vez no Supremo. A 1ª Turma pautou para esta terça-feira (13), o julgamento de um dos inquéritos que tramitam na corte contra o senador – este por corrupção e lavagem de dinheiro.

Outros 12 inquéritos contra Jucá – por ora peRdidos de vista - aguardam na fila preferida por Madame Tartaruga. Entrementes o senador se diz “tranquilo”.

• Sob holofotes

Rodrigo Janot classificou-se para atuar na 5ª Turma do STJ quando voltar, em abril, da licença e das férias tiradas após deixar o cargo de procurador-geral da República.

O intrépido acusador continuará, assim, sob holofotes, sustentando as acusações do Ministério Público Federal no âmbito criminal.

Na 5ª Turma são julgados todos os recursos da Lava Jato. Foi ali mesmo, sem Janot, semana passada, a negativa do habeas corpus pedido por Lula.