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Quem disse que o crime não compensa?

(16.07.12)

Por Eliakim Araújo,
 jornalista (*)

 
Quem foi o mentiroso que inventou essa história de que o crime não compensa?  

No nosso Brasil varonil compensa sim, e muito!  Que o diga o outrora paladino da moral no Senado, Demóstenes Torres.  

O homenzinho foi colocado pra fora do Senado por expoentes da moralidade pública, como Sarney, Collor, Calheiros et caterva e, no dia seguinte, já se apresentava em seu antigo emprego público, do qual estava afastado há 13 anos, para seguir engordando a conta bancária em 24 mil reais mensais, sem contar as “benesses” que  a função que desempenha certamente irão lhe proporcionar.

Como procurador do Ministério Público de Goiás, Demóstenes terá a árdua tarefa de trabalhar para mandar para a cadeia os corruptos e desonestos que cometem crimes contra o erário público. Com a experiência e os conhecimentos adquiridos ao longo desses anos todos em que militou na política, seu retorno ao cargo será como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro (desculpem mais esta frase feita).

Dizem que as autoridades judiciárias de Goiás vão examinar todo o processo movido contra Demóstenes e, se for encontrada alguma falta funcional,  ele poderá ser despedido do emprego público. Alguém apostaria um tostão furado nessa hipótese? Nem eu.

Como tudo no nosso Brasil acaba em pizza ou samba, a parte jocosa desse espetáculo circense é a que tem como personagem o suplente de Demóstenes,  o empresário Wilder Pedro de Moraes, que teve a mulher roubada pelo bicheiro Carlos Cachoeira, o pivô do escândalo.

Os jornais relatam que Cachoeira e Wilder já foram bons amigos e reproduzem um diálogo gravado entre os dois que deveria ser motivo, no mínimo, de impedir a posse de Wilder, que se autoproclama um “bosta”.

Cachoeira: "Fui eu que te pus na suplência, essa secretaria, fui eu. Você sabe muito bem disso".

Wilder: "Carlinhos, deixa eu te falar um negócio procê. Pensa um cara que nunca teria, enfim, encontrado um governo, que nunca teria sido bosta nenhuma, cara. Você tá falando com esse cara".

Sem comentário.  As palavras são fortes o suficiente.

Trocando em miúdos: é  tudo uma grande mixórdia, um desrespeito ao povo brasileiro.  Estão todos conectados por um ou outro motivo - sexo e/ou corrupção -  e acabar com essa sujeira só mesmo chamando Hércules, o herói da mitologia, que conseguiu a proeza de limpar as estrebarias do Rei Augias, que transbordavam de estrume.

M
esmo assim tenho dúvidas se Hércules sozinho conseguiria realizar tal façanha.
 
 eliakimaraujo@diretodaredacao.com

(*) Artigo originalmente publicado em Direto da Redação, saite editado em Miami.
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