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Os tempos da truculência já passaram

(08.05.12)

Por Cíntia Sacco,
advogada (OAB/RS nº 51.626)

No dia seis de setembro do ano passado em sala de audiência na 4ª Vara Trabalho de Pelotas (RS), fui desrespeitada no exercício de minha profissão, quando a juíza Ana Ilca Saalfeld, de forma a extrapolar os limites necessários de urbanidade, tentou impedir-me que eu realizasse meu trabalho, ameaçando-me, aos gritos, retirar-me a palavra e pretendendo que eu calasse a boca, fato presenciado por diversas pessoas e registrados em ata de audiência.

O fato foi submetido à Comissão de Defesa das Prerrogativas do Advogado, que após o contraditório, e apreciação do Conselho da Seccional da OAB-RS julgou procedente a minha queixa, motivando o desagravo público que será realizado amanhã (9), às 17h, no auditório da Subseção da OAB de Pelotas.

O desagravo público é uma medida em favor de advogado que tenha sido ofendido no exercício da profissão ou em razão dela. É um instrumento de defesa dos direitos e prerrogativas da Advocacia.

A dor e a humilhação que experimentei certamente não serão apagadas pela solenidade, porém minha dignidade profissional restará resgatada pela solidariedade de meus pares.

Na verdade quando um advogado é tolhido na defesa dos interesses de seus clientes por atos de força como ocorreu no caso relatado, toda a Advocacia e a sociedade são ofendidas.

A Constituição Cidadã que resgata o Estado Democrático de Direito, consagra em seu artigo 133 que “o advogado é indispensável à administração da Justiça”.

Esquecem alguns, que membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Advocacia encontram-se em pé de igualdade no cenário forense, e que todos devem respeito uns aos outros.

O tempo do arbítrio, no qual as diferenças eram resolvidas com base na força e na truculência, felizmente, já passou.

crsacco@terra.com.br

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2 comentários
Kelly Weber (consultora jurídica)
Postado em 10.05.12 - 21:40:09

Prezada doutora, em que pese a Carta Magna nos declarar indispensáveis à administração pública, bem como sermos invioláveis por nossos atos e manifestações no exercício de nossa profissão, infelizmente, ainda há juízes que desprezam absolutamente tal condição. E pior, consideram-se mais do que deuses...
Antonio Carlos Kerber Pinho (empresário)
Postado em 08.05.12 - 16:21:23

São os novos generais, Dra. Cintia! Pensam que estão acima da sociedade e que fazem justiça. Cada vez mais o custo do "tribunal do trabalhador" prejudica o Brasil. Furor como este é comum em inúmeros foros trabalhistas. Por ganharem muito bem, terem dois meses de férias, o famigerado e discutido auxílio moradia, se acham acima de qualquer um. Vão trabalhar em uma empresa privada e saibam quanto custa ganhar todo esse dinheiro!
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